Associação de Moradores foi criada e somente quem realmente mora no local continuou; pessoas que tinham moradia na rua ocupada foram deslocadas para outros lotes no Conjunto

#Semcos

Atendendo a decisão judicial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul – de forma unânime pelos desembargadores Vladimir da Silva, Júlio Cardoso e Alexandre Bastos – os moradores do Conjunto Residencial Cícero Cavalcante, desocuparam de forma pacífica e negociada a Rua Laurindo Maciel da Silva.

Várias moradias (casas e barracos) que ficavam na referida rua impediam um tráfego fluente de famílias proprietárias de localidades da vizinhança que precisavam usar a rua para entrar e sair das suas propriedades.

O Governo de Mundo Novo, através da coordenadoria municipal de Habitação, negociou com os moradores e explicou o benefício de seguir a decisão judicial. Preocupado em evitar transtornos, uma nova demarcação foi feita (diminuindo o número de lotes de 85 para 77) para evitar que novos deslocamentos fossem realizados.

Recentemente o prefeito Valdomiro Sobrinho (PL) visitou a Energisa na capital do estado, solicitando energia elétrica para os moradores. “São seres humanos e queremos sempre resolver impasses de forma negociada e atendê-los nas suas necessidades”, explicou o prefeito.

Acampamento Mila tem impasse parecido que impede continuidade de construção de creche

Neste mandato, o prefeito Valdomiro também solicitou bom senso para os moradores do Acampamento Mila, que fica no bairro Copagril, na busca por desocupação de cinco moradias que ficam na área em que estavam sendo construído um Centro de Educação Infantil.

Com a ocupação da área do playground, o Governo Federal não autoriza o restante do recurso e a obra está parada. “Recebi recentemente uma associação dos moradores da Mila e acho que o ideal seria de início, deslocar estas famílias para outras áreas do local para darmos continuidade à construção da creche”, explicou Sobrinho.

Valdomiro ainda apontou que á área está em litígio, já que os herdeiros da Laminadora Mila entraram com recurso para desocupar a área. “Não quero me envolver nesta questão. Só quero duas coisas: atender bem estas pessoas, porque são seres humanos e tem suas necessidades, e ter a continuidade do Centro de Educação Infantil”, sentenciou o prefeito.

Texto: Jandaia Caetano

Fotos: Carina Yano