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A secretaria municipal de Saúde, através da Vigilância Sanitária, bateu a meta de 80% do Ministério da Saúde. Foram 86,51% de cães vacinados (3.061). Outros 709 gatos passaram pelo mesmo processo.

Merques Nascimento, coordenador da Vigilância Sanitária, apontou que a ação deste ano se tornou um enorme sucesso pela boa divulgação e pelo tempo aberto que colaborou para o deslocamento na área urbana. Na última semana foi concluída a vacinação na área rural, de casa em casa.

Mesmo com a meta alcançada, a Vigilância Sanitária – localizada em anexo a secretaria de saúde – está à disposição da população (até as 13h00) para atender alguém que tem a guarda de um cão ou gato que ainda não foi vacinado.

Cão é o maior retransmissor da raiva; doença não tem cura e uma média de 16 humanos por ano são infectados 

A raiva é uma doença infecciosa, causada por vírus, que pode acometer todas as espécies de mamíferos, incluindo os homens. A transmissão aos humanos ocorre através da mordedura, arranhadura ou lambedura de um animal infectado.

Apesar de estar controlada nos animais domésticos de diversos estados do país, devido à adesão da população à vacinação, a raiva no Brasil ainda é transmitida ao ser humano, prioritariamente, pelo cão. Os morcegos também representam uma significativa espécie transmissora, podendo ser os principais responsáveis pela manutenção do vírus no ambiente silvestre.

Uma vez iniciados os sinais clínicos, a doença é fatal em praticamente todos os casos. Estudos realizados no país apontam que entre os anos 2000 a 2009 houve uma incidência média de 16 casos em humanos ao ano.

É importante saber:

– A partir dos três (03) meses de idade, cães e gatos sem exceção, devem ser vacinados contra raiva todos os anos, incluindo lactantes, cadelas prenhes ou no cio;
– Cães e gatos não devem ter livre acesso à rua;
– Ao sair com animal mantenha-o sob controle, utilizando coleira e guia;
– Nunca provoque um animal;
– Não toque em animais estranhos, feridos ou que estejam se alimentando;
– Não aparte brigas entre animais, nem mexa com fêmeas e suas crias;

Em caso de acidentes por mordedura ou arranhadura de cães e gatos:

– Lave o ferimento com água e sabão e procure orientação médica;
– Identifique o animal agressor e seu proprietário;
– Caso o cão ou gato for conhecido, observe o animal por 10 dias;
– Caso o animal não tenha dono, desapareça, adoeça ou morra, procure imediatamente orientação com o Centro de Controle de Zoonoses da sua cidade ou Estado.

Texto: Jandaia Caetano
Fonte/doença: EBC
Foto: Arquivo Semcos